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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a criação de cerca de meio milhão de vagas no sistema prisional brasileiro. Ele também voltou a promover a ideia de adoção da castração química para estupradores e pedófilos. As propostas foram apresentadas durante uma live realizada nesta quinta-feira (23), na qual o parlamentar concentrou o discurso em segurança pública e no endurecimento das punições contra criminosos.
Na transmissão, Flávio retomou um formato já utilizado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a leitura de manchetes seguida de comentários.
Pena maior para roubo de celulares
Entre os temas abordados, o senador falou sobre roubos e furtos de celulares no país e apresentou uma proposta para elevar a pena mínima relacionada a esses crimes. Segundo ele, a intenção é quadruplicar a punição, dos atuais dois anos para oito anos — medida que também alcançaria a receptação dos aparelhos roubados.
Flávio defende entrada do Brasil no Escudo das Américas
O pré-candidato afirmou que pretende tratar integrantes de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias como organizações terroristas, e criticou a política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a área de segurança.
Entre as propostas apresentadas, Flávio defendeu a entrada do Brasil no Escudo das Américas. Segundo ele, a iniciativa permitiria ampliar a parceria com outros países do continente no compartilhamento de inteligência, tecnologia e informações para combater organizações criminosas e rastrear seus recursos financeiros.
Durante a transmissão, o senador também criticou o governo federal por reduzir recursos destinados à segurança pública e afirmou que pretende priorizar a área em uma eventual gestão.
Flávio volta a falar em perseguição
Por fim, o senador comentou as investigações e decisões judiciais movidas contra ele e o pai, afirmando que ambos são alvo das medidas por representarem uma ameaça a grupos que estão no poder. Ele disse ser vítima constante de perseguições, assim como o pai, e reclamou de ser julgado pela imprensa diariamente sem provas, classificando-se como o principal alvo dos veículos de comunicação.