“É o fim do governo Lula”, diz Flávio Bolsonaro após Senado rejeitar Messias para o STF

Folha do Estado | “É o fim do governo Lula”, dispara Flavio Bolsonaro

Pré-candidato à Presidência declarou que o governo “perdeu totalmente a governabilidade” e insinuou que Lula pode deixar o poder ainda em 2026; oposição no Senado celebra vitória histórica enquanto governo minimiza derrota


Para o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal representa a “falência da viabilidade política, da sustentação política do governo Lula aqui no Congresso Nacional”.

“Com essa votação, o governo acabou. O governo não tem governabilidade, não tem mais a menor condição de tratar de absolutamente nada aqui. Isso é consequência de muita incompetência e de muita corrupção no governo”, declarou Flávio a jornalistas, após a sessão do plenário que rejeitou o nome de Messias por 42 votos a 34.


A insinuação sobre 2026

Para o parlamentar, o resultado prejudica a governabilidade de Lula já em 2026. “Já era esperado. A única certeza que tenho é que a partir de 2027, o Lula não será mais presidente da República. Acho só que estou errando a data. Pode ser a partir de 2026”, continuou o senador.


A negativa de articulação

Flávio negou ter articulado para barrar o nome de Messias, disse que “não pediu votos contra” e afirmou que “apenas deu a opinião pelo porquê votaria contra”. “Não sei qual vai ser a postura dele [Lula]. Ele tem direito de indicar mais um”, acrescentou o pré-candidato.

“Não estou comemorando nada, mas é uma vitória da oposição. É histórico e é um bom sinal de que a democracia pode voltar a respirar. Ninguém nunca tentou dar golpe de nada, a gente só queria que as instituições respeitassem os seus limites”, declarou Flávio.


O coro da oposição no Senado

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também avaliou que o momento simboliza o fim do governo Lula 3. “Não tem dúvida que perde capital crítico. Eu acho que inclusive que hoje acaba o Lula 3. Se perde credibilidade, se perde capacidade de articulação”, afirmou Marinho.

O senador Sergio Moro (União-SP) também se manifestou, avaliando que a rejeição de Messias demonstra o cansaço da excessiva proximidade entre o presidente da República e o STF.


Lula culpa Alcolumbre e governo tenta minimizar

O episódio intensificou a crise entre o Executivo e o Legislativo em um momento politicamente sensível, com o horizonte eleitoral de 2026 já em evidência. Internamente, o Planalto entrou em desespero com a rejeição, com Lula se revoltando e culpando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pelo resultado.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), tentou minimizar os danos, afirmando que a derrota não deve interferir na campanha de reeleição de Lula e atribuindo o resultado à polarização em ano eleitoral.

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