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A relação entre Brasil e Estados Unidos atingiu o que o vice-secretário de Estado americano Christopher Landau chamou de “ponto mais sombrio em dois séculos”, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão. A declaração, feita em rede social, escancarou o mal-estar diplomático e levantou sérias críticas à atuação do Judiciário brasileiro.
Landau acusou diretamente o ministro Alexandre de Moraes de “devastar o Estado de Direito” e afirmou que os EUA condenam o uso da lei como arma política. A fala foi reforçada por outras autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, que classificou o julgamento como “terrível” e comparou o caso às tentativas de perseguição que ele próprio enfrentou.
Condenação sob suspeita de parcialidade
A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e outros sete réus por crimes como:
- Tentativa de golpe de Estado
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Organização criminosa
- Dano qualificado ao patrimônio da União
- Deterioração de patrimônio tombado
Ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram pela condenação, enquanto Luiz Fux divergiu em diversos pontos. Críticos apontam que o julgamento foi marcado por declarações públicas antecipadas, restrições à defesa e exposição midiática excessiva, o que comprometeria a imparcialidade do processo.
Reações internacionais e ameaças diplomáticas
O secretário de Estado Marco Rubio prometeu que os EUA “responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”, acusando Moraes de ser um “violador de direitos humanos”. A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, chegou a afirmar que os EUA estão dispostos a “usar meios militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”.
Em julho, Trump já havia anunciado tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e uma investigação comercial contra o Brasil, citando perseguição política como justificativa.