Governadores de direita pressionam Lula por tarifaço dos EUA e anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro

Governadores de direita cobram Lula por tarifaço e pressionam por anistia

Em reunião realizada na última quinta-feira (7), na residência oficial do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), nove governadores de direita se uniram para cobrar ações do governo Lula (PT) diante da crise comercial com os Estados Unidos e para defender a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Participantes da reunião

  • Mauro Mendes (União – MT) – articulador do encontro
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos – SP)
  • Cláudio Castro (PL – RJ)
  • Romeu Zema (Novo – MG)
  • Ratinho Júnior (PSD – PR)
  • Jorginho Mello (PL – SC)
  • Wilson Lima (União – AM)
  • Ronaldo Caiado (União – GO)
  • Ibaneis Rocha (MDB – DF) – anfitrião

Pautas principais

1. Tarifaço dos EUA

  • O presidente Donald Trump elevou tarifas sobre produtos brasileiros de 10% para 50%, afetando setores como agronegócio e indústria de alimentos.
  • Governadores acusam o governo Lula de inabilidade diplomática e cobram medidas urgentes para mitigar os impactos econômicos.
  • Tarcísio de Freitas afirmou que a crise exige “ações concretas, cronograma e planejamento”.

2. Anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro

  • Os governadores defendem que o Congresso vote uma anistia ampla, geral e irrestrita, que poderia beneficiar inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso.
  • A proposta é vista como uma forma de “desescalar a crise” com os EUA, já que Eduardo Bolsonaro condicionou o fim das sanções à aprovação da anistia.

Declarações marcantes

  • Romeu Zema culpou Lula pela retaliação americana: “É uma resposta à agressividade do presidente com os EUA”.
  • Ronaldo Caiado acusou o governo de antecipar o processo eleitoral em vez de cuidar da economia.
  • Tarcísio visitou Bolsonaro antes da reunião e reforçou que o Congresso deve ter autonomia para legislar sobre a anistia.

Comentários

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *