Com possível pedido de vista de Fux, julgamento de Bolsonaro no STF pode ser adiado para 2026 — entenda o cenário

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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, pode ser adiado para março de 2026, caso o ministro Luiz Fux peça vista do processo. A ação tramita na Primeira Turma do STF, presidida por Cristiano Zanin, e a expectativa é que entre na pauta no final de setembro.

Como funciona o pedido de vista

  • Pelo regimento interno do STF, um ministro pode solicitar até 90 dias para analisar o processo.
  • Se Fux pedir vista no final de setembro, o prazo se estenderia até dezembro, coincidindo com o recesso judiciário.
  • O julgamento só seria retomado em fevereiro de 2026, com possibilidade de conclusão em março.

Possibilidade de voto divergente

Apesar das especulações sobre o adiamento, Fux sinalizou a interlocutores que não pretende pedir vista, mas pode apresentar voto divergente em relação ao relator, Alexandre de Moraes. Ele já havia discordado da decisão que impôs tornozeleira eletrônica a Bolsonaro e demonstra incômodo com o que considera pressão interna por unanimidade.

Linha do Tempo: Processo de Jair Bolsonaro no STF

Janeiro–Julho de 2023 – Início das investigações no STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes. – Bolsonaro presta depoimento e nega envolvimento.

Agosto de 2024 – Moraes conclui relatório e encaminha para julgamento na Primeira Turma do STF. – Prisão preventiva de Bolsonaro é decretada, com base em risco à ordem pública.

Setembro de 2025 (previsto) – Julgamento entra na pauta da Primeira Turma do STF. – Ministro Luiz Fux pode pedir vista do processo.

Dezembro de 2025 – Fim do prazo regimental de 90 dias para devolução do processo, coincidindo com o recesso judiciário.

Fevereiro de 2026 – Retomada das atividades do STF após o recesso. – Julgamento pode ser retomado.

Março de 2026 (possível conclusão) – Formação de maioria na Primeira Turma pode definir o destino judicial de Bolsonaro. – Decisão pode impactar diretamente o cenário político do ano eleitoral.

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