Escândalo envolvendo R$ 5 milhões, compra de votos e corrupção na COP30

Licitação da COP30 é alvo no STF por suspeita de corrupção - 04/08/2025 -  Ambiente - Folha

Em 4 de outubro de 2024, dois dias antes das eleições municipais, a Polícia Federal prendeu em flagrante o policial militar Francisco Galhardo em uma agência do Banco do Brasil em Castanhal (PA), com R$ 5 milhões em espécie. Ele foi flagrado entregando R$ 380 mil a Geremias Hungria, funcionário de uma fazenda do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).

O que a investigação revelou

  • O celular de Galhardo continha mensagens sobre compra de votos e entregas de dinheiro, confirmando o crime eleitoral.
  • A análise do aparelho revelou indícios de corrupção em licitações do governo do Pará ligadas à COP30, conferência climática da ONU marcada para novembro de 2025 em Belém.
  • Galhardo, além de PM, atuava como funcionário informal de Antônio Doido, realizando saques e entregas de valores milionários.

Rastro do dinheiro

  • Entre 2023 e 2024, Galhardo sacou R$ 48,8 milhões de contas das construtoras J.A Construcons (cuja sócia é Andréa Dantas, esposa de Doido) e JAC Engenharia (em nome de Geremias Hungria).
  • As duas empresas venceram duas licitações da COP30, somando quase R$ 300 milhões. A principal, de R$ 142 milhões, é o foco da investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mensagens comprometedoras

  • Diálogos entre Galhardo e o secretário de Obras do Pará, Ruy Cabral, indicam encontros e entregas de dinheiro logo após a licitação ser vencida pelo consórcio ligado a Doido.
  • Mensagens como “Vem”, “Entra. Vem. Na minha porta atrás” e “Eu deixei com a Andreia” foram interpretadas pela PGR como indícios de corrupção ativa e passiva.

Desdobramentos

  • A PGR pediu ao STF a abertura de inquérito contra:
    • Antônio Doido (deputado federal)
    • Andréa Dantas (esposa e sócia)
    • Francisco Galhardo (PM)
    • Ruy Cabral (secretário de Obras)
  • O governo do Pará revogou o contrato de R$ 142 milhões em janeiro de 2025, alegando “razões técnicas”.

Esse escândalo pode comprometer a imagem do Brasil na COP30 e reacende o debate sobre corrupção em grandes eventos internacionais.

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