Dossiê Moraes: ofensiva política contra o ministro do STF

Juristas sugerem "cautela" sobre conversas vazadas de assessores de Moraes  | Blogs | CNN Brasil

Lançado em julho de 2025, o site Dossiê Moraes é uma iniciativa de juristas, parlamentares e ativistas ligados à direita política, com o objetivo de reunir e documentar supostos abusos cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A plataforma apresenta uma linha do tempo com mais de 70 episódios, que os autores consideram como crimes de responsabilidade e violações de direitos fundamentais.

Quem está por trás do projeto:

  • Rodrigo Marcial (vereador do Novo em Curitiba)
  • Eduardo Girão (senador, Novo-CE)
  • Marcel van Hattem (deputado federal, Novo-RS)
  • Deltan Dallagnol (ex-deputado e ex-procurador da Lava Jato)
  • Leandro Narloch (jornalista)

Principais acusações listadas no site:

  • Censura sem decisão colegiada: Suspensão de perfis e canais em redes sociais de políticos, jornalistas e influenciadores sem votação no plenário do STF.
  • Bloqueios financeiros: Congelamento de contas bancárias de parlamentares e opositores sem justificativas transparentes.
  • Prisões preventivas: Detenções consideradas arbitrárias, sem julgamento prévio ou ampla defesa.
  • Inquéritos de ofício: Abertura de investigações diretamente pelo STF, sem provocação do Ministério Público — prática questionada por juristas.
  • Violação da liberdade de expressão: Ordens judiciais para retirada de conteúdos críticos ao Judiciário ou ao próprio Moraes.
  • Comportamento inadequado: Episódios como o gesto obsceno feito por Moraes num estádio de futebol, classificados como incompatíveis com a dignidade do cargo.
  • Atuação política: Acusações de parcialidade e perseguição política, especialmente contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Objetivo declarado: O grupo pretende coletar assinaturas de cidadãos para apresentar o “maior pedido de impeachment da história do país” contra Moraes, com base na Lei 1079, que trata dos crimes de responsabilidade. O protocolo está previsto para o dia 8 de setembro, e qualquer pessoa pode se tornar coautora informando nome e CPF no site.

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