
A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos atingiu um novo patamar com a revogação dos vistos diplomáticos de oito ministros do STF e seus familiares, incluindo o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e o relator dos inquéritos contra Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes. A medida, anunciada em 18 de julho de 2025 pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, foi interpretada como uma sanção simbólica contra o que Washington considera uma “caça às bruxas política” promovida pelo STF.
O risco nos aeroportos
A ausência de notificação oficial ao Itamaraty sobre a revogação dos vistos cria um vácuo diplomático perigoso. Segundo a jornalista Eliane Cantanhêde, familiares dos ministros — como esposas, filhos e netos — correm o risco de embarcar sem saber que seus vistos foram anulados, sendo barrados ou deportados ao chegarem aos EUA.
O que está por trás da medida
- A decisão americana foi motivada por ações judiciais do STF contra Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação.
- O governo Trump acusa Moraes e seus aliados de violar direitos fundamentais, inclusive de cidadãos americanos, ao bloquear redes sociais como Rumble e Truth Social.
- A medida foi tomada sem aviso formal, o que reforça o caráter político e provocativo da ação.
Ministros afetados
Além de Moraes, os seguintes ministros tiveram seus vistos suspensos3:
- Luís Roberto Barroso
- Dias Toffoli
- Cristiano Zanin
- Flávio Dino
- Cármen Lúcia
- Edson Fachin
- Gilmar Mendes
Ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux ficaram de fora da sanção, por serem considerados mais alinhados ao bolsonarismo.
Repercussão e silêncio institucional
- O STF ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.
- O presidente Lula classificou a medida como uma afronta à soberania nacional.