Presidentes das 4 principais montadoras que atuam no Brasil avisam Lula que vão demitir se vier pacote pró-China

Montadoras avisam Lula que vão demitir se vier pacote pró-China

Em 15 de junho de 2025, os presidentes da Volkswagen, Toyota, General Motors e Stellantis enviaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertando sobre o impacto devastador de uma medida prestes a ser adotada pelo governo: o incentivo à produção de veículos no modelo SKD (Semi Knocked Down) — em que carros chegam praticamente prontos do exterior e são apenas finalizados no Brasil.

A proposta, coordenada pelo ministro da Casa Civil Rui Costa, favorece diretamente montadoras chinesas, como a BYD, que já opera nesse modelo em sua planta na Bahia. O problema? Esse sistema não gera empregos, não movimenta a cadeia de fornecedores locais e não contribui para a inovação nacional.

O impacto direto

  • As montadoras anunciaram R$ 180 bilhões em investimentos no Brasil até 2030. Com a nova política, R$ 60 bilhões serão cortados.
  • Estima-se a perda de 15 mil empregos, sendo 5 mil diretos nas fábricas e 10 mil indiretos na cadeia de autopeças.
  • A indústria nacional, que representa 2,5% do PIB brasileiro e 20% do PIB da indústria de transformação, está sob risco real de desindustrialização.

Um modelo que desmonta o Brasil

O sistema SKD é apresentado como uma “fase de transição” para a nacionalização da produção. Mas, como alertam os CEOs, trata-se de uma farsa operacional: o carro chega pronto, e a empresa apenas instala um retrovisor para justificar a montagem local.

Esse modelo:

  • Reduz o valor agregado nacional
  • Dispensa fornecedores brasileiros
  • Desestimula a engenharia e inovação locais
  • Cria concorrência desleal com quem produz no Brasil

O silêncio do Planalto

Apesar da gravidade do alerta, o governo Lula não respondeu à carta até hoje. A medida contradiz o próprio discurso presidencial de “reindustrialização” e “valorização da produção nacional”.

Enquanto isso, a BYD se prepara para receber incentivos fiscais, com redução de alíquotas de importação de 28% para 10% no SKD e 25% para 5% no CKD, o que pode se tornar um precedente perigoso para outras montadoras seguirem o mesmo caminho.

O Brasil está diante de uma escolha crítica: proteger sua indústria nacional ou entregar o setor automotivo à lógica da importação barata e da dependência tecnológica. O incentivo ao SKD não é modernização — é desmonte disfarçado de inovação.

Se o governo seguir adiante, estará premiando quem não investe no país e punindo quem gera empregos, tecnologia e desenvolvimento. E nesse cenário, o Brasil corre o risco de se tornar apenas um galpão de montagem terceirizada, sem alma industrial, sem autonomia e sem futuro.

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