
Essa iniciativa em Santa Catarina é um exemplo poderoso de como políticas públicas podem unir ressocialização, infraestrutura e economia em um só projeto. Na Colônia Agrícola de Palhoça, mais de 50 detentos do regime semiaberto estão envolvidos na produção de tachões refletivos, usados para sinalizar e organizar o tráfego nas rodovias estaduais revitalizadas pelo programa Estrada Boa.
Como funciona o projeto
- A produção ocorre dentro da unidade prisional, em parceria com uma empresa privada.
- São fabricados cerca de 12 mil tachões por dia, seguindo padrões técnicos exigidos para rodovias.
- Os presos recebem remição de pena e aprendem um ofício, como parte do processo de reintegração social.
- Além dos tachões, há atividades de marcenaria, agricultura e manutenção predial.
O impacto do programa Estrada Boa
- Já foram entregues 13 grandes obras rodoviárias e outras estão em andamento até 2026.
- O investimento total já ultrapassa R$ 3,5 bilhões, sendo o maior da história rodoviária do estado.
- Muitas estradas estavam há mais de 30 anos sem manutenção adequada.
A visão do governo
O governador Jorginho Mello (PL) defende que o trabalho dos apenados é uma “via de mão dupla”: promove disciplina e cidadania, reduz a reincidência criminal e ainda gera economia para o Estado. A secretária de Justiça e Cidadania, Danielle Amorim Silva, reforça que o modelo é eficiente e humano, ao incluir os apenados no ciclo produtivo de obras públicas.
Esse tipo de política integrada mostra que é possível transformar o sistema prisional em instrumento de desenvolvimento regional.