Mais de 15 mil advogados assinaram um manifesto classificando as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, como um “ataque aos pilares do Estado Democrático de Direito”

Opinião. Por que não confiar em Moraes e no STF na luta contra Bolsonaro e  extrema direita?

Mais de 15 mil advogados assinaram um manifesto classificando as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como um “ataque aos pilares do Estado Democrático de Direito”.

O documento foi divulgado após Moraes determinar uma série de medidas cautelares contra Bolsonaro, incluindo:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno e integral nos fins de semana;
  • Proibição de acesso a redes sociais;
  • Impedimento de contato com autoridades estrangeiras e outros investigados3.

Os advogados alegam que tais medidas foram tomadas com base em declarações públicas e postagens nas redes sociais, sem que houvesse provas concretas de risco de fuga ou obstrução de justiça. Eles também criticam o que consideram uma escalada autoritária do Judiciário, com decisões que extrapolam os limites constitucionais e fragilizam o princípio da presunção de inocência.

O manifesto reacende o debate sobre os limites da atuação judicial em contextos políticos, especialmente quando envolve figuras públicas e acusações de natureza institucional.

Trechos do manifesto jurídico

  • “As medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro representam uma ruptura com os princípios constitucionais da presunção de inocência, do devido processo legal e da proporcionalidade.”
  • “Jamais, na história do direito brasileiro, se impôs tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e censura digital a um cidadão sem condenação transitada em julgado.”
  • “A criminalização de declarações públicas e postagens em redes sociais, sem demonstração concreta de risco à ordem pública ou à instrução processual, configura censura e abuso de autoridade.”
  • “O uso da jurisprudência como instrumento de perseguição política compromete a credibilidade do Judiciário e ameaça a estabilidade institucional do país.”
  • “Reiteramos nosso compromisso com a democracia, mas não podemos silenciar diante de medidas que transformam o processo penal em ferramenta de intimidação.”

O documento também pede que o Supremo Tribunal Federal reavalie as medidas, respeitando os limites constitucionais e evitando precedentes que possam ser usados contra qualquer cidadão no futuro.

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