
A criação da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), já está provocando tensões internas e colocando em xeque a relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com quatro ministros ocupando cargos na Esplanada, o grupo se vê dividido entre manter influência institucional ou assumir uma postura clara de oposição.
Ciro Nogueira exige rompimento
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), foi direto: defende o desembarque imediato da federação do governo Lula. Em suas palavras, “o que nos constrange hoje é a presença de membros do nosso partido com cargos no governo”. Ele foi ainda mais incisivo ao criticar o ministro do Esporte, André Fufuca, também do PP: “Se dependesse de mim, o Fufuca não teria nem entrado”.
Ministros da União Progressista no governo Lula
Atualmente, quatro ministros ligados à federação ocupam cargos no Executivo:
- André Fufuca (Esporte) – PP
- Celso Sabino (Turismo) – União Brasil
- Waldez Góes (Integração Nacional) – União Brasil
- Frederico Siqueira (Comunicações) – União Brasil
Fufuca se mantém leal a Lula
Apesar da pressão, Fufuca reafirmou seu alinhamento com o presidente: “Meu voto pessoal é dele (Lula)”. A declaração mostra que, mesmo dentro da federação, há divergências profundas sobre o rumo político a ser tomado.
Cenário de indefinição
A União Progressista, que agora é a maior força partidária do país com 109 deputados federais e 15 senadores, ainda não chegou a um consenso sobre sua posição oficial. Enquanto lideranças como Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas pressionam por uma candidatura própria em 2026 e por uma ruptura com o governo, outros membros preferem manter os espaços conquistados no Executivo até o prazo de desincompatibilização eleitoral