Putin: Guerra não teria acontecido se Trump fosse presidente em 2022

Trump e Putin: Por que cúpula sobre guerra da Ucrânia deixa mais perguntas  que respostas - BBC News Brasil

O encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, realizado em 15 de agosto de 2025, foi um marco diplomático cercado de simbolismo e tensão geopolítica. A reunião ocorreu na base militar Elmendorf-Richardson, em Anchorage — local estratégico e historicamente ligado à defesa dos EUA contra a antiga União Soviética.

Declarações de Putin

Durante o encontro, Vladimir Putin afirmou que a guerra na Ucrânia não teria começado se Donald Trump estivesse no poder em 2022. Segundo o líder russo:

  • Ele teria alertado Joe Biden sobre os riscos de uma escalada militar.
  • Com Trump, havia um relacionamento de confiança que poderia ter evitado o conflito.

Putin também expressou esperança de que Kiev e os líderes europeus não atrapalhem o progresso das negociações, sugerindo uma nova reunião em Moscou.

Postura de Trump

Trump descreveu o encontro como um “grande progresso”, embora tenha dito que se tratava de uma reunião exploratória. Ele:

  • Reforçou que pode decidir “em dois minutos” se há chance de acordo.
  • Sinalizou a possibilidade de um encontro futuro com Zelensky.
  • Afirmou que, se Putin não ceder, haverá “consequências muito graves”.

Reações internacionais

  • Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, não participou do encontro e declarou que qualquer decisão tomada sem Kiev seria “nula”.
  • Líderes europeus demonstraram preocupação com possíveis concessões territoriais e exclusão das negociações.

O que vem pela frente?

Apesar de não haver resultados concretos anunciados, o encontro serviu como um teste de diálogo entre EUA e Rússia. A possibilidade de uma nova rodada de negociações em Moscou permanece aberta.

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