
O Partido Liberal marcou sua convenção nacional para o dia 25 de julho, às 10h, no Mercado Pago Hall, espaço localizado dentro da Arena Pacaembu, em São Paulo. O evento formalizará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e deve reunir até 7 mil pessoas. O anúncio foi feito pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Por que São Paulo foi escolhida como sede
A cúpula do PL elegeu a capital paulista porque o estado concentra o maior colégio eleitoral e a maior economia do país. A lógica é clara: lançar formalmente um candidato à Presidência no centro político e econômico mais populoso do Brasil maximiza o impacto simbólico do evento, gera cobertura nacional intensa e permite que o PL demonstre capacidade de mobilização justamente no estado que, historicamente, é decisivo para qualquer disputa presidencial.
O que acontece na convenção
Além da homologação de Flávio para a cabeça de chapa presidencial, o encontro também formalizará os nomes indicados para as disputas aos governos estaduais, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas estaduais — tornando o evento a maior reunião formal da estrutura eleitoral do PL num único dia.
O calendário eleitoral e a estratégia para o vice
O Tribunal Superior Eleitoral fixou o período de 20 de julho a 5 de agosto para a realização das convenções partidárias, prazo em que os partidos devem definir candidatos, vices e coligações oficiais. O PL adotou uma estratégia de flexibilidade: planeja registrar apenas o nome de Flávio na cabeça da chapa no dia 25 e deixar a escolha do candidato a vice-presidente para as semanas seguintes.
Essa manobra é prevista pela legislação eleitoral, que permite que as executivas partidárias deleguem a escolha do vice para a própria cúpula com prazo final até 15 de agosto — data-limite para o registro definitivo das candidaturas no TSE. A janela adicional de três semanas entre a convenção e o prazo final dá a Valdemar Costa Neto mais tempo para negociar alianças e fechar acordos com partidos de centro e direita antes do início do horário eleitoral de rádio e televisão, quando as coligações já precisam estar consolidadas.
A confirmação da candidatura: a carta de Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro confirmou sua entrada na corrida presidencial no fim de dezembro do ano passado, comunicando a decisão ao eleitorado por meio da leitura de uma carta escrita por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar após ter sido condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. A convenção de 25 de julho transforma essa confirmação informal numa candidatura oficialmente registrada perante a Justiça Eleitoral.