
Ex-presidente voltou a ter crises intensas e oscilações na pressão após receber alta da cirurgia no ombro; médico relata que intervenção com medicação específica controlou o quadro; soluços crônicos estão associados a irritação do nervo frênico e são complicação que persiste desde 2022
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar crises intensas de soluço e alterações na pressão arterial após receber alta hospitalar na última segunda-feira, 4 de maio, depois de cirurgia artroscópica no ombro direito. O médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento da saúde do ex-mandatário, informou que foi necessário realizar ajustes terapêuticos e intensificar o uso de medicações específicas.

O quadro após a alta: dor melhorou, soluços voltaram
De acordo com o documento, após receber alta hospitalar, Bolsonaro apresentou melhora no quadro de dor. No entanto, passou a registrar “soluços intensos e prolongados”, associados a uma possível irritação no nervo frênico, responsável pelo controle da respiração e dos movimentos do diafragma, além de oscilações na pressão arterial.
O médico Brasil Caiado informou que foi necessário realizar ajustes terapêuticos e intensificar o uso de medicações específicas. Segundo ele, “foi iniciada fisioterapia motora leve e progressiva”.
A melhora relatada no boletim mais recente
Segundo o boletim divulgado pela equipe médica, após os ajustes no tratamento, o quadro de soluços apresentou melhora. Na última semana, o ex-presidente teve apenas um episódio breve de soluço, que não exigiu medicação adicional. O ex-presidente realiza fisioterapia três vezes por semana e reabilitação cardiorrespiratória em seis sessões semanais.
O histórico crônico dos soluços
Os soluços de Bolsonaro são uma complicação que se arrasta há anos e que tem sido atribuída a problemas no nervo frênico, esofagite e refluxo gastroesofágico. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causadas pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta. “Pelo passado dele de várias comorbidades, e a principal delas, neste caso, nós suspeitamos, é esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave”, explicou o médico.
A fisioterapia e os exercícios em andamento
O cardiologista informou a inclusão de exercícios de força para as pernas, visando melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas. O fisioterapeuta relatou evolução em duas sessões distintas. Bolsonaro conseguiu utilizar resistência elástica para ativar os músculos do ombro e relatou melhora da dor e da mobilidade articular.