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Ex-banqueiro do Banco Master faz ameaças frequentes na prisão em Brasília e cobra transferência de Henrique Vorcaro para domiciliar humanitária; depoimento de Daniel está marcado para 30 de setembro

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ameaça revelar detalhes de suas relações com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) caso a Justiça não conceda prisão domiciliar a seu pai, Henrique Vorcaro.
As ameaças na prisão
Segundo a Gazeta do Povo, o empresário tem feito ameaças frequentes durante sua prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília. Vorcaro pretende obter a transferência do pai para prisão domiciliar humanitária em razão de graves problemas de saúde. Henrique Vorcaro permanece preso em Minas Gerais.
O pedido negado por Fachin
Nesta semana, Daniel Vorcaro apresentou um pedido ao ministro André Mendonça, mas o presidente do STF, Edson Fachin, determinou a paralisação dos processos relacionados ao Banco Master.
Depoimento marcado para 30 de setembro
O ex-banqueiro deve prestar depoimento no dia 30 de setembro. Há expectativa de que ele detalhe suas relações com integrantes do Supremo caso a Justiça não libere Henrique Vorcaro.
Documentos que Vorcaro teria em mãos
Informações reservadas citadas pelo jornal paranaense revelam que Vorcaro teria fotografias, recibos de pagamentos e outros documentos capazes de comprovar relações com ministros do STF e integrantes da PGR e da Polícia Federal (PF). As investigações já identificaram ligações do empresário com Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de referências a Kassio Nunes Marques e a parentes de Gilmar Mendes e Luiz Fux. Também há apuração sobre um encontro entre Vorcaro e Mendonça às vésperas de uma decisão relacionada a negócios do ex-banqueiro em concessionárias de cemitérios de São Paulo.
Investigação sobre suposta milícia privada
No dia 30, a PF também ouvirá Henrique Vorcaro na investigação sobre uma suposta milícia privada, chamada de “A Turma”, que teria atuado para proteger o empresário e intimidar desafetos. O grupo contava com a participação de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morto na prisão.