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Em entrevista à Rádio Tupi, Lula disse haver “candidato a presidente ligado aos milicianos” e citou “gente da família Bolsonaro metida com os milicianos”; senador nega vínculo e reafirma plano de classificar facções e milícias como grupos terroristas

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “gagá” nesta sexta-feira (18/9), depois de Lula acusá-lo de ter ligação com milicianos no Rio de Janeiro.
A acusação de Lula
O petista atacou Flávio durante entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro. Sem citar explicitamente o nome do senador, Lula afirmou haver um “candidato a presidente que é ligado aos milicianos do Rio de Janeiro”. Na sequência, o presidente mencionou a família Bolsonaro e disse que membros do clã estão “metidos com os milicianos” no país. “Vou lhe dizer uma coisa que nem ia dizer: sabe que tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos do Rio de Janeiro? E, na hora que começar a analisar a situação do Rio de Janeiro, vai perceber que tem muita gente da família Bolsonaro metida com os milicianos neste país. Ou seja, é preciso limpar a política e a polícia. Esse é um trabalho árduo”, declarou.
A resposta de Flávio Bolsonaro
Ao Metrópoles, Flávio negou qualquer vínculo com milícias e rebateu a fala do presidente: “Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Lula está gagá”, disse o senador.
Plano de governo prevê “guerra ao crime organizado”
Flávio tem repetido que, se eleito, pretende classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas. Desta vez, após a fala de Lula, incluiu as milícias na mesma proposta. O plano de governo do senador, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que uma eventual gestão Flávio declarará “guerra ao crime organizado”: “PCC, CV, milícias e todas as outras facções serão declaradas como organizações narcoterroristas. Elas serão combatidas com força, inteligência e integração para que seus líderes sejam presos e seus negócios ilícitos, asfixiados”, diz o documento.
Declarações anteriores sobre segurança pública
Em agosto, durante evento de campanha no Rio de Janeiro, Flávio disse que não vai “baixar a cabeça para bandido”. O senador tem utilizado propostas de combate à criminalidade — uma das maiores preocupações do eleitorado brasileiro — para avançar nas pesquisas. Na ocasião, afirmou: “Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”.