Organizador do 7 de Setembro na Avenida Paulista, Malafaia chama Moraes de “ditador”

Malafaia critica Moraes: 'Ditador'

Pastor cita apreensão do próprio passaporte, jantar que reaproximou Lula e Alcolumbre, e contrato de R$ 131 milhões entre Banco Master e escritório da mulher do ministro; líder religioso pede a Fachin que afaste Moraes do STF

O pastor Silas Malafaia, organizador do ato do 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, concentrou suas críticas no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao discursar na manifestação nesta segunda-feira (7/9). Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia é o responsável pela organização do evento.

Críticas a partir de experiência pessoal

Malafaia começou o discurso lembrando que ele próprio já foi alvo de decisões de Moraes. Ele citou que o ministro determinou, há um ano, a apreensão de seu passaporte e de anotações de cunho religioso. Para o pastor, esse tipo de medida mostra que o magistrado se transformou em “ditador”.

Crítica ao jantar entre Lula e Alcolumbre

O organizador do ato também apontou que Moraes foi anfitrião de um jantar que ajudou a reaproximar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Não é papel de ministro do Supremo fazer política”, disse Malafaia, lembrando que cabe justamente ao presidente do Senado decidir sobre a tramitação de processos de impeachment contra ministros do STF.

O caso do Banco Master

O segundo ponto de crítica envolveu o caso do Banco Master. Malafaia lembrou, diante da multidão presente na Avenida Paulista, que Moraes participou da edição do contrato de R$ 131 milhões firmado entre a instituição financeira — então comandada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro — e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro. “Isso prova que a mulher do ministro não tem notório saber jurídico”, criticou o pastor, que também destacou a troca de dezenas de mensagens entre Moraes e Vorcaro.

Apelo a Fachin

Durante o discurso, Malafaia afirmou que não cairia na “cilada” de criticar o STF como instituição, defendendo a necessidade de o Brasil ter um Supremo cada vez mais forte. Para ele, no entanto, a forma mais eficaz de fortalecer a Corte e devolver-lhe respeitabilidade seria afastar Moraes de seus quadros. “Fachin, te peço: afaste Moraes”, declarou o pastor, em meio a gritos e aplausos dos manifestantes, dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin.

Defesa de André Mendonça

Malafaia também saiu em defesa do ministro André Mendonça, afirmando que o magistrado se tornou vítima de um “documento apócrifo” divulgado por Moraes, que teria tentado incluí-lo no Inquérito das Fake News.

“Fora, Lula. Fora, PT”

Ao final do discurso, o pastor afirmou que Moraes não deve ser a única autoridade a deixar o cargo, defendendo que é fundamental que Lula seja derrotado nas eleições gerais deste ano. “Fora, Lula”, disse Malafaia. “Fora, PT.”

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