Candidato do PL à Presidência afirma que subirá a rampa do Planalto ao lado do pai, Jair Bolsonaro, e promete indicar cinco ministros ao STF caso seja eleito
O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, concentrou suas críticas no ato do 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Fora, Lula. Fora, Moraes”, declarou o senador, sob aplausos da multidão presente na tarde desta segunda-feira (7/9).
Encerramento da série de discursos
Flávio encerrou a sequência de 11 discursos da manifestação. Ele foi apresentado pela mulher, Fernanda Bolsonaro, que o chamou de futuro presidente do Brasil.
Referência à facada em Jair Bolsonaro
O candidato lembrou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vítima do golpe de faca desferido por Adélio Bispo, em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro de 2018. “Agora, oito anos depois, aplicaram uma segunda facada em Bolsonaro”, disse Flávio, referindo-se à condenação do pai a 27 anos de prisão no processo da suposta trama golpista — ação que teve Moraes como relator no STF. “Condenaram um homem correto, honesto e que tem Deus no coração por crimes que ele não cometeu.” O senador chamou de “farsa” a caracterização dos atos de 8 de janeiro de 2023 como tentativa de golpe, e afirmou ter aceitado a “missão” de disputar a eleição deste ano.
“Vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”
Confiante na vitória, Flávio declarou: “Vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”. Segundo ele, ao vencer a eleição, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Jair Bolsonaro. “Será ele quem colocará a faixa de presidente em mim”, afirmou.
Críticas a Lula e a Lulinha
O candidato voltou a criticar o presidente Lula, acusando-o de proteger o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apontado por autoridades como suposto envolvido em esquemas de lobby no governo federal e em desvios de recursos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “A partir do ano que vem não tem mais PT para atrasar o Brasil”, disse. “Esse governo protege Lulinha e persegue Bolsonaro. Quem está bancando o Lulinha é o dinheiro dos aposentados do INSS.”
Promessa de indicações ao STF
Flávio reforçou sua posição favorável ao impeachment de Moraes e prometeu “acabar com a ditadura” do ministro. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou. “Não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o STF.” Segundo ele, seu eventual governo poderá indicar cinco ministros à Corte, todos escolhidos entre juristas contrários ao aborto, à liberação das drogas e ao que chamou de “ideologia de gênero”.
Compromissos de segurança pública
Os minutos finais do discurso foram dedicados a compromissos na área de segurança. Flávio reafirmou que, como presidente, classificará milícias e facções criminosas — como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital — como grupos terroristas, prometendo “uma guerra contra os narcotraficantes”. Ele também defendeu a castração química para abusadores, pedófilos e agressores de mulheres, a redução da maioridade penal e penas mínimas de oito anos de prisão para roubo de celular.
Mensagem final
Ao encerrar a fala, o candidato do PL disse pretender governar para todos os brasileiros, independentemente do voto. “Vou acabar com a polarização”, afirmou. “Irei governar para todos. Quero cuidar do Brasil.”