Inmet emite alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e granizo em SC, PR, MT e MS nesta quarta-feira (10)

Tempestades em SC: Inmet alerta para ventos de 100 km/h | G1

Tempestades com ventos de até 100 km/h devem atingir quatro estados do Brasil nesta quarta-feira (10), a partir da meia-noite. Um alerta do Instituto Nacional de Meteorologia indica a possibilidade de rajadas intensas, que podem ser acompanhadas por volumes de chuva de até 100 mm e possibilidade de queda localizada de granizo. O aviso deve permanecer em vigor ao longo de todo o dia.

Os quatro estados e as regiões em alerta

As tempestades com ventos de até 100 km/h devem atingir áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Em Santa Catarina, a região atingida é o Oeste Catarinense. No Paraná, o alerta abrange o Centro Ocidental, o Noroeste, o Sudoeste, o Oeste, o Sudeste, o Centro-Sul e o Norte Central paranaense. Em Mato Grosso do Sul, estão em alerta as regiões do Sudoeste, dos Pantanais Sul-Mato-Grossenses, do Leste, do Centro-Norte e do Centro-Sul do estado. Já em Mato Grosso, as áreas de atenção são o Leste e o Centro-Sul mato-grossense.

Como o tempo evolui ao longo do dia

De acordo com o Climatempo, a chuva deve ocorrer desde cedo no Sul e no Sudoeste de Mato Grosso do Sul. As precipitações avançam para áreas do Sudeste Sul-Mato-Grossense ao longo do dia, podendo ser acompanhadas de trovoadas e possibilidade de temporais isolados no sul, sudoeste e sudeste do estado. Já em Mato Grosso, chuvas mais fortes podem ocorrer no Oeste e no Noroeste do estado devido à umidade proveniente da Região Norte. Em Santa Catarina, as áreas próximas à divisa com o Paraná, incluindo regiões do Grande Oeste, Planalto Norte e Litoral Norte, apresentam condições para pancadas de chuva e temporais muito isolados, especialmente a partir da noite de quarta-feira.

O que são ventos de 100 km/h e por que eles são perigosos

Ventos de 100 km/h são classificados como tempestade forte — velocidade suficiente para derrubar árvores, danificar telhados, arrancar placas, derrubar estruturas precárias e provocar acidentes em rodovias. Para ter uma referência: um carro em rodovia federal circula tipicamente entre 80 e 120 km/h. Rajadas nessa velocidade aplicadas lateralmente a um veículo podem causar perda de controle, especialmente em veículos de maior porte como caminhões, ônibus e motorhomes. Em áreas urbanas, o risco se concentra na queda de objetos, destelhamentos e queda de galhos e árvores sobre veículos e pedestres.

O granizo que pode acompanhar as tempestades adiciona outro risco: dependendo do tamanho das pedras — que pode variar de milímetros a centímetros —, ele pode danificar seriamente veículos, culturas agrícolas, telhados de telha cerâmica ou metálica e qualquer estrutura exposta. No Oeste Catarinense e no Oeste do Paraná, regiões com forte atividade agropecuária, um evento de granizo pode causar prejuízos expressivos a lavouras de soja, milho e trigo, culturas típicas do período.

As orientações do Inmet

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, é recomendado desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

O padrão climático que explica a semana

O alerta desta quarta-feira não está isolado — faz parte de uma sequência densa de sistemas meteorológicos que vem caracterizando o início do inverno de 2026 em todo o Sul e Centro-Oeste do Brasil. Na mesma semana, o país enfrenta a formação do primeiro de dois ciclones extratropicais previstos, com o segundo já com data marcada para se formar nos próximos dias e afetar até dez estados. A NOAA — a agência meteorológica americana — confirmou que o El Niño deve “pegar pesado” já a partir de julho, o que indica que o padrão de tempestades frequentes, volumes elevados de chuva e maior variabilidade climática observado desde maio tende a se intensificar ao longo dos próximos meses, especialmente no Sul e no Centro-Oeste do Brasil.

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