
CAOAGRO monitorou mais de 200 boletins de ocorrência em 120 municípios; abigeato segue como crime mais frequente com 25,6% dos registros; Lages, Maravilha, Chapecó e Xanxerê concentram maior número de casos; ações integradas com CIDASC, MPSC e MAPA resultaram em interdições e desarticulação de esquemas de adulteração de alimentos
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (CAOAGRO), apresentou o balanço das atividades realizadas nos primeiros quatro meses do ano. Os dados revelam uma redução de 9% no número de ocorrências em comparação ao mesmo período de 2025, resultado atribuído ao fortalecimento das ações de prevenção e repressão qualificada no campo.

O mapeamento: 200 boletins em 120 municípios
No período, o CAOAGRO recebeu mais de 200 boletins de ocorrência relacionados a crimes contra o agronegócio em Santa Catarina, envolvendo 120 municípios. As delegacias com maior número de registros foram as de Lages, Maravilha, Chapecó e Xanxerê.
Os crimes mais frequentes: abigeato e dano
O crime mais registrado foi o abigeato — o furto de animais, principalmente gado —, responsável por 25,6% das ocorrências. Em seguida aparecem os crimes de dano, que representaram 17,9% dos casos comunicados ao CAOAGRO.
Ações integradas: interdições e combate à adulteração de alimentos
Além do suporte investigativo às delegacias locais, o Centro intensificou as fiscalizações de defesa sanitária em parceria com órgãos como a CIDASC, o Ministério Público (MPSC) e o MAPA. Essas ações conjuntas resultaram na interdição de estabelecimentos, desarticulação de esquemas de adulteração de alimentos e apreensão de produtos de origem animal impróprios para o consumo, visando garantir a segurança alimentar e a proteção da economia catarinense.
Ações educativas no campo
O trabalho do CAOAGRO também se estendeu ao âmbito educativo, com ações informativas voltadas aos produtores rurais sobre segurança e canais de denúncia. A atuação integrada entre as forças de segurança e entidades sanitárias permanece como a principal estratégia para manter a integridade do setor agropecuário e a proteção dos produtores em Santa Catarina.