
O presidente Lula oficializou a indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, anunciada nesta quinta-feira (20), consolidou a estratégia do governo de priorizar nomes de confiança pessoal e política, mas gerou forte reação crítica sobre a independência da Corte e o histórico do indicado.

O perfil de Jorge Messias
- Messias, conhecido como “Bessias” durante os anos do governo Dilma Rousseff, ganhou notoriedade por estar envolvido em episódios polêmicos, como o envio de documentos durante a crise do impeachment.
- Sua trajetória é marcada por proximidade com o Partido dos Trabalhadores (PT) e por cargos de confiança em diferentes gestões petistas.
- Críticos apontam que sua carreira não se destaca por grandes contribuições jurídicas, mas sim por vínculos políticos e fidelidade ao grupo governista.
Críticas à escolha
- A indicação é vista como mais um movimento de Lula para politizar o STF, reduzindo a independência da Corte e reforçando a presença de aliados diretos.
- Especialistas e opositores afirmam que Messias não representa renovação nem excelência técnica, mas sim a continuidade de uma lógica de aparelhamento institucional.
- A escolha reforça a percepção de que o governo busca blindagem política em vez de fortalecer a credibilidade do Judiciário.
Repercussão
- A indicação ainda precisará passar pelo Senado, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, terá papel central na articulação.
- Parlamentares da oposição já sinalizam resistência, destacando que o nome de Messias não atende às expectativas de independência e imparcialidade que deveriam pautar o STF.
- Para críticos, Lula desperdiça a oportunidade de indicar um jurista de reconhecida trajetória acadêmica e profissional, optando por alguém marcado por vínculos partidários e episódios controversos.