Com rombo fiscal e números negativos, Brasil vive terrorismo fiscal parecido ao período Dilma

Lula foi ex-presidente mais caro em 2020; Dilma custa mais à União em 4 anos

A pouco mais de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil volta a enfrentar um cenário preocupante de desequilíbrio macroeconômico. A combinação de déficit fiscal elevado e déficit em conta corrente — os chamados “déficits gêmeos” — reacende o alerta entre economistas e investidores, que veem semelhanças inquietantes com o segundo mandato de Dilma Rousseff, período que culminou em uma grave crise fiscal e no impeachment da então presidente.

Gastos Públicos em Alta, Confiança em Baixa

Durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os indicadores fiscais e externos se deterioraram de forma acelerada. O aumento expressivo dos gastos públicos, aliado a políticas de estímulo consideradas artificiais por analistas, contribuiu para o agravamento das contas nacionais. O resultado é um país que gasta mais do que arrecada e importa mais do que exporta — uma equação insustentável que mina a confiança do mercado e pressiona o câmbio, os juros e a inflação.

Déficits Gêmeos: Sintoma de Gestão Desalinhada

Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo apontam que o atual quadro reflete uma gestão econômica desalinhada com os fundamentos de responsabilidade fiscal e competitividade externa. A política de expansão de gastos, sem contrapartida em reformas estruturais ou aumento de produtividade, gera um crescimento ilusório, incapaz de sustentar o país no médio e longo prazo.

Risco de Repetição Histórica

A semelhança com o período pré-impeachment de Dilma Rousseff não passa despercebida. Naquela época, a combinação de populismo econômico e descontrole fiscal levou o país a uma recessão profunda, com desemprego em alta e perda de credibilidade internacional. O temor agora é que o Brasil esteja trilhando caminho semelhante, com consequências igualmente severas.

O Que Está em Jogo

Com as eleições se aproximando, o debate sobre responsabilidade fiscal e sustentabilidade econômica deve ganhar força. A sociedade brasileira, já marcada por crises sucessivas, exige mais do que promessas: quer resultados concretos, equilíbrio nas contas e um projeto de país que não dependa de atalhos populistas.

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