
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou sobre a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), classificando o episódio como “muito surpreendente” e comparando-o às tentativas de perseguição que ele próprio enfrentou nos EUA.
Durante conversa com jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo a Nova York, Trump declarou:
“Achei que Bolsonaro foi um bom presidente do Brasil. É muito surpreendente que isso possa acontecer. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Só posso dizer o seguinte: o conheci como presidente do Brasil, e ele é um bom homem”.
Condenação sob críticas
A fala de Trump ecoa entre lideranças conservadoras que veem a condenação de Bolsonaro como resultado de um processo politizado, conduzido por ministros do STF que já demonstraram postura ideológica explícita. A maioria formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia votou pela condenação integral de Bolsonaro por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe e organização criminosa armada.
Críticos apontam que:
- O julgamento foi marcado por declarações públicas antecipadas dos ministros, comprometendo a imparcialidade
- A base da acusação se apoia em discursos e documentos não executados, como a chamada “minuta golpista”
- A condução do processo teve caráter político, com restrições à defesa e ampla exposição midiática
Repercussão internacional
A Casa Branca já havia sinalizado preocupação com o caso. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que os EUA poderiam usar “meios militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, em resposta ao julgamento de Bolsonaro.
A reação de Trump reforça a percepção de que o caso ultrapassa fronteiras e coloca em xeque a credibilidade das instituições brasileiras, especialmente quando decisões judiciais parecem se alinhar a narrativas políticas dominantes.