
O Banco do Brasil registrou uma queda expressiva de mais de 65% no lucro líquido contábil no segundo trimestre de 2025, totalizando R$ 3 bilhões, em comparação aos R$ 8,9 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior. Esse resultado surpreendeu negativamente o mercado e acendeu alertas sobre a saúde financeira da instituição.

Principais causas da queda
- Alta inadimplência: Especialmente no setor do agronegócio, que representa cerca de 33,8% da carteira de crédito do banco. Muitos produtores enfrentaram dificuldades após a safra de grãos de 2024, levando a pedidos de recuperação judicial.
- Nova regulação do Banco Central: Exigiu que os bancos provisionem perdas esperadas, e não apenas perdas já realizadas. Isso elevou a provisão para devedores duvidosos (PDD) para R$ 15,9 bilhões, um aumento de 104% em relação ao ano anterior.
- Pressão sobre o crédito pessoal: A inadimplência entre pessoas físicas subiu de 4,81% para 5,59%, afetando especialmente linhas como o crédito consignado CLT.
Impactos no desempenho
- O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) caiu para 8,4%, bem abaixo dos 21,6% registrados um ano antes.
- A carteira de crédito cresceu 11,2% em um ano, atingindo R$ 1,3 trilhão, mas com maior risco embutido.
- Ações do banco sofreram forte desvalorização no mercado, refletindo o pessimismo dos investidores.