
As senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI) iniciaram o ato no fim da manhã e permaneceram por mais de seis horas na Mesa do plenário, impedindo o andamento da sessão. Elas se recusaram a deixar os assentos reservados à presidência do Senado, mesmo após o então presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ordenar o desligamento das luzes e dos microfones.

Durante o protesto:
- As senadoras almoçaram no plenário, pedindo quentinhas.
- Fizeram transmissões ao vivo pelas redes sociais.
- Revezaram-se nos discursos contra a reforma.
- A sessão foi suspensa e retomada apenas após a desocupação.
Reações na época
O ato foi duramente criticado por senadores da base governista:
- Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): “Não é assim que se faz política. É um gesto antidemocrático.”
- Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN): “Isso é uma vergonha para o parlamento brasileiro.”
- Cristovam Buarque (PPS-DF): “O nome parlamento vem de parlamentar, de falar, debater. Não é de subir na mesa.”
Apesar da obstrução, a reforma trabalhista foi aprovada e sancionada sem alterações significativas.
Contradição atual
Hoje, parlamentares que participaram desses atos criticam duramente manifestações semelhantes feitas por deputados e senadores da direita, especialmente em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e da liberdade de expressão. A memória institucional, no entanto, mostra que a ocupação da Mesa como forma de protesto não é exclusividade de um espectro político, e que a coerência democrática exige reconhecer esse histórico.