
A Argentina está vivendo uma reviravolta econômica que poucos previam. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país deve registrar um crescimento de 5,5% em 2025, ficando atrás apenas da Índia (6,4%) entre as 25 maiores economias do mundo. Esse desempenho coloca a Argentina à frente de potências como China, Indonésia e Brasil — este último com projeção de apenas 2,3%.

O que explica o “milagre argentino”?
Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, Javier Milei implementou uma série de reformas liberais e medidas de austeridade que mudaram radicalmente o rumo da economia:
- Corte drástico de gastos públicos, incluindo demissões de servidores e suspensão de obras.
- Privatizações e fusões de órgãos estatais.
- Redução de subsídios em serviços como energia, transporte e saúde.
- Desregulamentação cambial, permitindo livre compra e venda de dólares.
- Controle da inflação, que caiu de 211% em 2023 para cerca de 39% em junho de 2025.
Apoio internacional e confiança renovada
O FMI aprovou um pacote de US$ 20 bilhões para apoiar o plano econômico de Milei, com US$ 14 bilhões já desembolsados. A instituição elogiou a transição para um regime cambial mais flexível e o compromisso com o equilíbrio fiscal.
Além disso:
- O risco-país da Argentina caiu ao menor nível desde 2018.
- O salário médio em dólares quase dobrou no primeiro ano de governo.
- A pobreza urbana caiu de 42,5% para 28,6%.