
Segundo a previsão da Epagri/Ciram, órgão estadual de meteorologia, a neve deve retornar às regiões serranas de Santa Catarina entre a madrugada e a manhã de sábado, 9 de agosto.

Onde deve nevar?
As cidades com maior chance de registrar o fenômeno são:
- São Joaquim
- Urubici
- Urupema
- Bom Jardim da Serra
Esses municípios estão localizados em altitudes elevadas, com temperaturas previstas próximas de 0ºC ou negativas, condição ideal para a formação da chamada precipitação invernal.
Condições climáticas
Antes da neve, o estado enfrentará:
- Formação de uma frente fria no Sul do Brasil
- Atuação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul
- Instabilidade e chuva em todas as regiões catarinenses entre quarta (6) e sexta-feira (8)
Histórico recente
- A primeira neve de 2025 ocorreu em 29 de maio
- Houve novo registro entre 30 de junho e 1º de julho
- A Serra do Rio do Rastro chegou a ser interditada por excesso de gelo
Neve na Serra Catarinense: o espetáculo que aquece o turismo
Quando os flocos de neve começam a cair sobre os campos e montanhas da Serra Catarinense, o frio deixa de ser apenas uma estação e se torna uma experiência turística única. Cidades como São Joaquim, Urubici, Urupema e Bom Jardim da Serra se transformam em verdadeiros polos de inverno, atraindo milhares de visitantes em busca de paisagens congeladas, lareiras aconchegantes e aquele chocolate quente que parece ter gosto de infância.
Curiosidades que mostram o impacto da neve no turismo:
- Explosão de visitantes: Durante os dias com previsão de neve, o número de turistas pode triplicar em relação ao fluxo normal. Hotéis e pousadas costumam atingir 100% de ocupação, mesmo em locais mais afastados.
- Turismo de expectativa: Muitos turistas viajam sem garantia de ver neve, apenas pela possibilidade. Isso criou um nicho chamado “turismo da esperança”, onde o frio e o clima já são atrações por si só.
- Gastronomia sazonal: Restaurantes locais adaptam seus cardápios para incluir pratos típicos de inverno, como fondue, pinhão, vinhos regionais e carnes defumadas, valorizando a cultura serrana.
- Economia aquecida pelo frio: O comércio local se beneficia com a venda de roupas térmicas, artesanato, produtos coloniais e vinhos de altitude, especialmente os produzidos em São Joaquim.
- Fotografia e redes sociais: A neve cria cenários instagramáveis que impulsionam o turismo digital. Muitos visitantes escolhem o destino motivados por imagens virais de paisagens congeladas.
- Infraestrutura adaptada: A região investe em mirantes, trilhas e pontos de observação, além de sinalização especial para orientar motoristas em dias de gelo nas estradas.
- Turismo científico e educacional: Escolas e universidades organizam excursões para estudar o fenômeno da neve no Brasil, que é raro e fascinante do ponto de vista meteorológico.
A neve, embora passageira, deixa marcas duradouras na economia e na memória de quem a presencia. É o tipo de fenômeno que transforma uma cidade tranquila em um cenário de conto de fadas — e que faz o Brasil parecer um pouco mais europeu por alguns dias.