
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (7) uma recompensa histórica de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Acusações contra Maduro
Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro é acusado de:
- Narcoterrorismo
- Tráfico internacional de drogas
- Importação de cocaína
- Uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico
Ele também é apontado como líder do Cartel de los Soles, recentemente classificado como organização terrorista internacional pelos EUA. Bondi afirmou que Maduro utiliza organizações terroristas estrangeiras, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, para enviar drogas letais aos Estados Unidos.
Bens e drogas apreendidos
As autoridades americanas já apreenderam:
- Mais de US$ 700 milhões em bens ligados a Maduro (incluindo jatos e veículos)
- 30 toneladas de cocaína, sendo quase 7 toneladas diretamente relacionadas ao presidente venezuelano
- Parte da droga estaria misturada com fentanil, um opioide sintético altamente letal
Reações e contexto internacional
Apesar da recompensa, Maduro segue no comando da Venezuela e mantém relações diplomáticas com Rússia, China e Irã, o que dificulta qualquer ação internacional direta. O governo venezuelano classificou a medida como uma “operação de propaganda política” e uma tentativa de desviar atenção de problemas internos dos EUA.
Maduro está no poder desde 2013, após a morte de Hugo Chávez, e sua reeleição em 2024 foi amplamente contestada por opositores e pela comunidade internacional.