
O caso envolvendo Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, está ganhando contornos delicados e pode se tornar um divisor de águas na relação entre o Judiciário brasileiro e a opinião pública internacional.
Fuga estratégica e possível pedido de asilo
Tagliaferro, que atuava em inquéritos sensíveis como os das milícias digitais e fake news, deixou o Brasil após sua exoneração em julho e se estabeleceu na Itália. Segundo apuração da CNN Brasil, ele afirma possuir documentos e informações que revelariam os bastidores do gabinete de Moraes, incluindo supostos abusos de poder e práticas seletivas contra opositores políticos.
Em suas redes sociais, o ex-assessor declarou:
“Logo estarei mostrando para o Brasil quem é Alexandre de Moraes e os bastidores do seu gabinete”.
Ele também mencionou que apenas casos ligados à direita eram priorizados, o que teria despertado sua desconfiança sobre a imparcialidade institucional.
Repercussões e riscos
- Ministros do STF acompanham o caso com preocupação, temendo que as revelações abalam a credibilidade da Corte.
- A possibilidade de asilo político na Europa está sendo avaliada por Tagliaferro, que já estaria em contato com parlamentares e partidos da oposição.
- A situação se agrava no contexto das sanções internacionais contra Moraes, como as impostas pelos EUA com base na Lei Global Magnitsky.
Investigação e histórico
Tagliaferro foi indiciado pela Polícia Federal por violação de sigilo funcional, após divulgar diálogos internos do TSE e STF. Ele também teve seu depoimento como testemunha negado por Moraes em outro processo, sob alegação de jurisprudência que impede investigados de testemunhar.