
A confirmação da candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina em 2026 foi feita pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, que articulou a decisão com o governador Jorginho Mello (PL) e outros aliados. A estratégia visa fortalecer a bancada bolsonarista no Senado, com o objetivo de influenciar pautas como o impeachment de ministros do STF.
Carlos, atualmente vereador no Rio de Janeiro, foi deslocado para Santa Catarina para evitar conflitos com outros nomes do PL no Rio, como Flávio Bolsonaro, que buscará a reeleição, e Alexandre Ramagem, cotado para a Câmara.
“Se Carlos saísse candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, atrapalharia deputados do nosso grupo político, como Alexandre Ramagem e Hélio Negão [que perderiam votos]. Já para o Senado no Rio, o candidato é o Flávio, que vai para a reeleição. Então conversei com o Carlos, e ele pediu para mim [que dispute o Senado por outro estado]. Eu topei e escolhi Santa Catarina”, explicou Bolsonaro.
A outra vaga ao Senado pelo PL catarinense deve ser ocupada por Caroline de Toni (PL-SC), segundo Bolsonaro.
A decisão, no entanto, gerou reações mistas. Parte da base aliada criticou a mudança de domicílio eleitoral, chamando Carlos de “turista político”.
O ex-presidente afirmou que a mudança de domicílio eleitoral não agradou a todos os aliados.
“Já vi que tem gente dando pancada no Carlos, chamando de ‘turista’, de ‘E.T.’. Mas o trabalho que ele faz é espetacular. Nada impede que outros partidos, como PP, PSD, União Brasil, lancem seus candidatos. Eles terão candidatos ao Senado. E o Carlos será uma opção para o eleitor catarinense”, continuou.