Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, teve seu recurso rejeitado pela Suprema Corte do país e deverá cumprir seis anos de prisão por corrupção. Além disso, ficará inelegível para cargos públicos permanentemente. Por ter mais de 70 anos, ela pode solicitar a pena em regime domiciliar.
A decisão foi recebida na sede do Partido Justicialista, onde Cristina discursou para apoiadores, alegando perseguição política e criticando os juízes responsáveis pelo caso, chamando-os de “fantoches.” Ela também atacou o governo de Javier Milei, afirmando que sua prisão não resolverá os problemas sociais e econômicos enfrentados pelos argentinos.
A condenação já havia sido confirmada em duas instâncias anteriores, e agora, com a rejeição do recurso, a ex-presidente tem cinco dias úteis para se apresentar voluntariamente. Diante da situação, Cristina mobilizou apoiadores e houve protestos e bloqueios em rodovias de acesso a Buenos Aires.
Kirchner governou a Argentina entre 2007 e 2015 e foi vice-presidente de 2019 a 2023. Ela foi condenada por favorecer Lázaro Báez, um empresário ligado à família Kirchner, em licitações fraudulentas que causaram prejuízo de US$ 1 bilhão aos cofres públicos. Cristina nega as acusações e afirma que sua condenação foi definida antes mesmo do julgamento.