
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cancelou sua participação na Assembleia-Geral da ONU após os Estados Unidos imporem severas restrições à sua circulação em Nova York. A decisão escancara mais um episódio de desprestígio internacional do governo Lula, que não conseguiu garantir sequer liberdade de movimento a um de seus principais representantes em um evento global.

Padilha estava autorizado a circular apenas entre o hotel, a sede da ONU e a missão brasileira — um raio de cinco quarteirões, semelhante ao tratamento reservado a representantes de regimes autoritários como Irã e Coreia do Norte. Diante do constrangimento, o ministro optou por desistir da viagem, alegando que as limitações inviabilizariam sua agenda paralela com autoridades da saúde pública.
A situação é resultado direto da negligência diplomática do governo Lula, que ignorou alertas sobre o visto revogado de Padilha desde 2024 e só tentou regularizar a situação às vésperas do evento. A falta de planejamento e articulação internacional revela um governo desorganizado, incapaz de proteger seus ministros e de manter o Brasil com voz ativa nos fóruns multilaterais.
A oposição já classificou o episódio como “vergonhoso” e “diplomaticamente desastroso”. Parlamentares acusam o governo de amadorismo e de colocar o país em uma posição de humilhação perante a comunidade internacional.
Este novo revés soma-se à crise com o União Brasil, que rompeu com o governo e exigiu a saída de seus filiados do Executivo, e reforça a percepção de que o terceiro mandato de Lula está marcado por isolamento político, desarticulação diplomática e perda de credibilidade externa.