
A fragilidade política do governo Lula se aprofunda com o ultimato do União Brasil, que deu 24 horas para que seus filiados deixem todos os cargos no Executivo federal. A medida, anunciada pelo presidente do partido, Antônio Rueda, escancara o racha na base aliada e expõe a crescente insatisfação com a condução do governo.

Segundo o comunicado, quem não cumprir a ordem será punido por infidelidade partidária. A decisão atinge diretamente figuras como Juscelino Filho (Ministro das Comunicações), Celina Leão (Secretária de Mulheres), e outros quadros que ocupam posições estratégicas no governo. A debandada pode comprometer ainda mais a articulação política do Planalto, já enfraquecida por sucessivos desgastes diplomáticos e econômicos.
A ruptura ocorre em meio a uma série de crises: restrições impostas pelos EUA ao ministro Padilha, críticas à política externa ideologizada, e dificuldades de Lula em manter coesão entre os partidos que compõem sua base. A saída do União Brasil representa não apenas uma perda numérica no Congresso, mas também um sinal claro de que o governo perdeu a capacidade de diálogo com setores moderados.
Analistas apontam que o governo Lula está cada vez mais isolado, refém de alianças frágeis e de um discurso que não encontra eco entre partidos que buscam pragmatismo e estabilidade. A decisão do União Brasil pode ser o início de uma debandada maior, com impactos diretos na governabilidade e na aprovação de pautas essenciais.