
O governo Lula enfrenta mais um episódio de desgaste internacional após os Estados Unidos imporem restrições severas à circulação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante sua participação na Assembleia-Geral da ONU.
Padilha, que teve o visto revogado em 2024 por ordem de Donald Trump, só obteve nova autorização após pressão diplomática, mas com limitações humilhantes: ele poderá se deslocar apenas entre o hotel, a sede da ONU e a missão brasileira, dentro de um raio de cinco quarteirões.

A justificativa americana remonta à atuação de Padilha na criação do programa Mais Médicos, ainda no governo Dilma Rousseff, considerado controverso por Washington. A decisão coloca o Brasil ao lado de países como Irã, Venezuela e Coreia do Norte, cujos representantes também enfrentam restrições de circulação nos EUA.
A diplomacia brasileira, sob comando do Itamaraty e respaldo do Palácio do Planalto, parece ter falhado em antecipar e evitar o constrangimento. O governo Lula solicitou o visto apenas em agosto, mesmo sabendo das sanções vigentes, e não conseguiu negociar condições dignas para a participação do ministro em eventos internacionais relevantes, como a reunião da Organização Pan-Americana de Saúde e o encontro de alto nível sobre doenças crônicas na ONU.
A oposição já acusa o governo de despreparo e negligência diplomática. “É inadmissível que um ministro brasileiro seja tratado como persona non grata em solo americano, e o governo aceite isso passivamente”, afirmou um parlamentar da oposição.
O episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do governo Lula de proteger seus representantes e manter o prestígio internacional do Brasil. A política externa, que já vinha sendo criticada por alinhamentos ideológicos e falta de pragmatismo, agora sofre um golpe público e simbólico.