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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou seu voto pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro em todos os cinco crimes pelos quais foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Fux baseou sua decisão em argumentos técnicos e jurídicos que questionam a consistência das provas apresentadas.
Principais pontos do voto de Fux
- Urnas eletrônicas: Fux afirmou que críticas ao sistema eleitoral, por si só, não configuram crime. Para ele, o discurso de Bolsonaro não teve efeito direto na tentativa de golpe.
- Bloqueio da PRF: O ministro considerou que não há provas de que Bolsonaro tenha ordenado ou incentivado ações da Polícia Rodoviária Federal para dificultar o acesso de eleitores às urnas.
- Minuta golpista: Fux classificou o documento como uma “mera cogitação”, sem execução prática. Segundo ele, não houve ato concreto que configurasse tentativa de golpe.
- Uso da Abin: O voto também rejeitou a acusação de uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência, alegando que o software de monitoramento citado não estava em uso no período investigado.
O voto de Fux representa uma interpretação jurídica que prioriza a ausência de atos executórios e o princípio da presunção de inocência, o que gerou reações diversas no meio político e jurídico. O julgamento segue em andamento, com outros ministros ainda por votar.