
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), está em Brasília com uma agenda política e administrativa intensa. Um dos principais movimentos foi o pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A solicitação ainda aguarda análise, e a previsão é de que seja autorizada em cerca de 35 dias, conforme critérios de relevância institucional e segurança.
Articulação política em curso
Além da visita a Bolsonaro, Jorginho também busca diálogo com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, para discutir os rumos do partido em Santa Catarina. A disputa pela vaga ao Senado em 2026 está no centro das atenções, com dois nomes fortes em pauta:
- Carlos Bolsonaro (PL-RJ)
- Caroline De Toni (PL-SC)
O governador tenta mediar o impasse e fortalecer a chapa, inclusive negociando a permanência de Esperidião Amin (PP) na aliança. Amin é atual senador e pré-candidato à reeleição, e sua saída da disputa poderia favorecer adversários como o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
Agenda administrativa
Jorginho também levou à capital federal o projeto do binário no Morro dos Cavalos, na BR-101, em Palhoça. A proposta do governo estadual prevê um investimento de R$ 291 milhões, alternativa mais econômica aos túneis projetados anteriormente, que ultrapassam R$ 2 bilhões.
Com postura firme e alinhamento com a base bolsonarista, Jorginho Mello reforça seu papel como líder estratégico da direita catarinense, articulando alianças e defendendo pautas que unem política e infraestrutura.