Campanha de Flávio Bolsonaro apresenta notícia-crime contra Lula por relação com Vorcaro

Flávio apresenta notícia-crime contra Lula por relação com Vorcaro

Documento enviado a Mendonça pede investigação sobre encontro fora da agenda oficial no Planalto, articulado por Guido Mantega, e suposto recebimento de uísque pelo presidente; Secom nega irregularidades

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou nesta quarta-feira (23/9) uma notícia-crime contra o presidente Lula da Silva (PT). O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido para que o caso seja enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e seja instaurado inquérito para apurar a relação do petista com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O encontro fora da agenda oficial

A representação cita mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro e um encontro entre o banqueiro e Lula em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto. Segundo a peça, a reunião ocorreu fora da agenda oficial e teria sido articulada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Também teriam participado o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, então diretor do Banco Central.

As mensagens citadas na representação

Entre os elementos mencionados está uma mensagem atribuída ao advogado Walfrido Warde, que atuava para Vorcaro. Depois do encontro, Warde teria escrito que “soube que foi muito bom”. Outra conversa relata que Lula teria agradecido a Vorcaro por um uísque recebido de presente.

Os crimes mencionados no pedido

Com base nesses elementos, os advogados de Flávio pedem que Lula seja investigado, em tese, pelos crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa. A peça sustenta que o presidente poderia ter utilizado o cargo para atender interesses de Vorcaro junto ao governo federal.

Resposta do Palácio do Planalto

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) nega que Lula tenha recebido o presente ou enviado recados a Vorcaro. Segundo a Secom, Lula encontrou o banqueiro apenas uma vez, em dezembro de 2024, e orientou que eventuais denúncias fossem analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

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