
Políticos e apoiadores de Flávio Bolsonaro discursaram durante manifestação em São Paulo; pastor Silas Malafaia, organizador do evento, chamou Alexandre de Moraes de “ditador”
A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco nesta segunda-feira (7/9) de mais uma manifestação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os manifestantes também gritaram “fora, Lula” e pediram a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Início do ato
Antes do início dos discursos, participantes de diferentes idades exibiram bonecos infláveis gigantes retratando o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, e o governador paulista e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A primeira a discursar no trio elétrico foi a Bispa Sônia, líder da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, que orou o Pai Nosso e declarou que o Brasil pertence a Jesus.
Críticas de parlamentares e do prefeito de São Paulo
A deputada federal e candidata ao Senado pelo PL no Distrito Federal, Bia Kicis, afirmou que Jair Bolsonaro “é um preso político” e defendeu que o Brasil precisa de “um Senado forte, que ponha ordem na casa e que coloque para correr ministros que rasgam a Constituição”. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que Flávio “está preparado para conduzir o país” e classificou o governo petista como “irresponsável”, afirmando que mais de 80% da população estaria endividada em razão da atual administração.
O candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) declarou guerra às organizações criminosas e disse que o Senado “é peça fundamental para o retorno da democracia no país”.
Apoio de Valdemar Costa Neto
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, discursou defendendo que “Flávio foi escolhido para a Presidência porque é o melhor” e afirmando que o país precisa dele “para colocar ordem”. Segundo Costa Neto, se eleito, Flávio terá o apoio de Jair Bolsonaro “no dia seguinte” à eleição.
Elogios a André Mendonça e críticas de Malafaia
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) exaltou o ministro do STF André Mendonça, afirmando que “um milhão de pessoas estão dizendo que o senhor não está sozinho” e que suas ações “são respeitadas”. Organizador do evento, o pastor Silas Malafaia citou o que classificou como abusos cometidos por Moraes contra ele — a apreensão de seu passaporte, de um caderno de devocionais e de celulares —, além de criticar os encontros entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente Lula. Malafaia também mencionou o contrato entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci, chamando o documento de “prova da influência deste ditador” — em referência ao próprio Moraes.
Discurso de Tarcísio de Freitas
O governador Tarcísio de Freitas seguiu a mesma linha crítica, afirmando que “ninguém está acima da lei” e defendendo que o Senado precisa agir diante das recentes revelações que envolvem o ministro.
Fala de Nikolas Ferreira
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos mais enfáticos, dizendo: “Escuta, Moraes, vamos tirar esse sorrisinho debochado da tua cara. Sabe por quê? Porque no ano que vem não vai ser Lula que vai indicar quatro ministros para o STF. Vai ser Flávio Bolsonaro”. O parlamentar também pediu justiça aos presos do 8 de janeiro.
Discurso final de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro encerrou os discursos. O candidato lembrou que no domingo (6/9) completaram-se oito anos da facada sofrida pelo pai durante campanha em Juiz de Fora (MG), e disse que precisa usar colete à prova de balas “porque sabe do que a esquerda é capaz”. Segundo Flávio, quem vota em Lula “também vota em Moraes”.