Maioria aprova classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA, aponta AtlasIntel

Especialistas avaliam risco à soberania nacional e impacto político interno  se EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Pesquisa AtlasIntel divulgada quarta-feira (3 de junho) mostra que 53,1% dos entrevistados aprovaram a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Os números completos da aprovação

Os entrevistados responderam à pergunta: “Você aprova ou desaprova a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas?” O resultado foi: aprovo, 53,1%; desaprovo, 44,7%; não soubemos responder, 2,2%

A divisão sobre as consequências da medida

Além da aprovação ou reprovação, a pesquisa foi além e questionada como os entrevistados avaliaram o significado da classificação da sociedade — e o resultado revelou uma profundamente dividida sobre o que a decisão representa na prática.

Para a pergunta “Como você avalia a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas?”, os resultados foram: é um risco à soberania nacional, pois abre espaço para uma intervenção estrangeira no Brasil, 47,7%; é uma medida necessária para combater o crime mais eficazmente, 44,7%; é uma medida simbólica, sem grandes consequências práticas, 7,3%; não soubemos responder, 0,4%.

O que é a classificação e quando entra em vigor

O período da coleta de dados coincidiu com o anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos que classificou o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras e também como Terroristas Globais Especialmente Designados. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira (5 de junho).

A classificação como Organização Terrorista Estrangeira ativa uma série de consequências automáticas: bloqueio de ativos no sistema financeiro americano, solicitação de qualquer aquisição de cidadãos ou empresas americanas com membros identificados das facções, restrição de entrada nos EUA para membros dos grupos e obrigações de instituições financeiras que operam em dólares de relatório e bloqueio de recursos às organizações. A designação como Terrorista Global Especialmente Designado adiciona uma camada extra de avaliações financeiras de alcance global, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano, o OFAC.

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