Michelle Bolsonaro celebra rejeição de Messias ao STF: “O povo brasileiro não está dormindo”

Pesquisa: como se sairia Michelle Bolsonaro em disputa ao Senado pelo DF |  VEJA

Ex-primeira-dama comemorou o resultado histórico nas redes sociais e aproveitou para visitar o marido, Jair Bolsonaro, preso em Brasília, na mesma tarde da votação


Michelle Bolsonaro reagiu às redes sociais após o Senado rejeitar, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A indicação havia sido feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025.

A rejeição marca uma derrota inédita para o governo Lula — foi a primeira indicação ao Supremo a ser rejeitada em 132 anos. O caso mais próximo na história é o de Cândido Barata Ribeiro, principal precedente de uma indicação que não se consolidou no Senado, em 1894.


A visita ao marido preso

Na mesma tarde da votação histórica no Senado, Michelle visitou Jair Bolsonaro na Papuda, o complexo penitenciário em Brasília onde o ex-presidente cumpre pena. A coincidência entre a visita e o resultado do plenário foi amplamente explorada pelos aliados do campo bolsonarista nas redes sociais.


O contexto da derrota do governo

O advogado-geral da União não conseguiu superar a rejeição da oposição, liderada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Agora, o Planalto precisará recalcular a rota e negociar em posição desfavorável quem irá preencher a cadeira deixada por Barroso.

Nas últimas indicações de Lula, Flávio Dino teve 47 votos a favor, enquanto Cristiano Zanin teve 58 votos — números muito distantes dos 34 votos que Messias conseguiu reunir no plenário.


As críticas que pesaram contra Messias

Sob o comando de Messias, a AGU criou a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, o chamado “Ministério da Verdade”, devido à sua atuação na remoção de conteúdos digitais. Juristas consideram que o órgão é utilizado como um instrumento de censura que ameaça a liberdade de expressão no Brasil, apontando que a AGU ampliou o uso de notificações extrajudiciais para remover conteúdos sem a necessidade de uma ordem judicial pública, o que ocorre sem processo direto contra o autor e sem chance de contraditório.

O desgaste político também foi impulsionado pela demora do Planalto em formalizar a indicação: a mensagem oficial só foi encaminhada ao Senado em 1º de abril, quatro meses após o anúncio da indicação, o que levou Alcolumbre a cancelar inicialmente a sabatina, acusando o governo de “grave omissão”.

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