STJ nega liminar e dono da Choquei permanece preso; pedido agora deve ser analisado pelo TRF-3

Defesa diz que soltura de dono da Choquei "corrige excesso"

Ministro Messod Azulay Neto entendeu que o habeas corpus perdeu o objeto após a conversão da prisão temporária em preventiva; MC Ryan SP e MC Poze do Rodo também seguem detidos


O Superior Tribunal de Justiça negou a liminar em habeas corpus apresentada pela defesa de Raphael Souza Oliveira, dono da página Choquei. Com isso, ele segue preso. A decisão foi proferida pelo ministro Messod Azulay Neto na tarde desta sexta-feira (24).

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que o pedido perdeu efeito após a conversão da prisão temporária em preventiva e que a nova decisão deve ser analisada primeiro pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

O caminho que levou à nova prisão

A PF agiu para manter os investigados presos após o próprio STJ conceder habeas corpus que ampliava a possibilidade de soltura no âmbito da Operação Narco Fluxo. Como estavam em prisão temporária, a PF pediu a conversão para prisão preventiva — medida sem prazo determinado —, o que foi acolhido pela Justiça na noite de quinta-feira (23).

O contexto da operação

Raphael está preso após ser alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada em 16 de abril. A corporação pediu que os investigados na ação permanecessem em prisão preventiva, o que foi acolhido pela Justiça. Além do dono da Choquei, também estão presos no âmbito da mesma operação os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

O papel do dono da Choquei no esquema

Raphael Sousa Oliveira é apontado pela Polícia Federal como operador de mídia da organização criminosa investigada na Operação Narco Fluxo. Segundo as apurações, ele teria recebido valores diretamente do cantor MC Ryan SP e de outros integrantes do esquema para divulgar conteúdos favoráveis ao funkeiro, promover plataformas de apostas e rifas ilegais e atuar na gestão de crises de imagem do grupo. O esquema é suspeito de ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A defesa de Raphael foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

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