
O manifesto divulgado por 183 entidades empresariais de Santa Catarina, lideradas pela CDL de Florianópolis, expressa uma crítica contundente à condução econômica do país e alerta para o risco de uma “venezuelização” institucional e fiscal.
Principais pontos do manifesto
- Carga tributária insustentável Os empresários denunciam que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias do mundo e que o recente aumento do IOF, autorizado pelo STF, agrava ainda mais o ambiente de negócios.
- Inchaço da máquina pública O texto afirma que o Estado brasileiro está “inchado ao ponto do insustentável”, e que os governantes recorrem à “solução fácil” de elevar impostos sem enfrentar os verdadeiros problemas estruturais.
- Falta de reformas estruturais Há cobrança por reformas que combatam desperdícios, melhorem a gestão dos recursos públicos e enfrentem a corrupção. Segundo o manifesto, o país está na “contramão de avanços civilizatórios”.
- Sociedade civil acuada Os signatários afirmam que a população está sufocada por tributos e mal representada politicamente, enquanto parte dos parlamentares age em defesa de interesses próprios.
- Chamado à reação A carta conclui com um apelo: “Estamos calados demais. Sofrendo demais. Precisamos reagir e logo, se ainda quisermos ter um país para chamar de nosso”.
Manifesto das Entidades Empresariais Catarinenses
Em vista dos recentes acontecimentos que vêm tornando a vida dos cidadãos brasileiros um verdadeiro inferno, as entidades que subscrevem esta nota, representantes dos setores produtivos que lutam diariamente para promover o desenvolvimento social e econômico dos Municípios em que estão sediadas, não podem se furtar de deixar clara a consternação com as decisões tomadas por aqueles eleitos para conduzir os rumos da Nação.
Está ficando cada vez mais evidente que o Brasil caminha a passos largos rumo à venezuelização da população. A sociedade civil, acuada, não consegue dar conta dos desafios impostos por aqueles que nos governam, ao passo que parte substancial de nossos “representantes do povo” age ativamente para a preservação de seus próprios interesses.
Enquanto isso, a máquina pública incha ao ponto do insustentável. Para fazer frente à despesa que não para de subir, nossos mandatários recorrem à eterna solução fácil de elevar a carga tributária que já é, para surpresa de zero pessoas, a maior do mundo.
Desconectados do mundo real, esses iluminados mal conseguem andar com a cabeça erguida nas ruas, sob pena de sofrer a imediata reprovação daqueles que os sustentam.
O fato é um e um só: não aguentamos mais!
É absolutamente inaceitável que, em um cenário econômico já tão adverso, o Poder Público opte por onerar ainda mais os cidadãos e as empresas, sem se dar ao trabalho de realizar a tarefa elementar de promover uma urgente reforma estrutural que elimine desperdícios, combata a ineficiência e a corrupção, priorize a gestão responsável dos recursos públicos e recoloque o País no rumo da “Ordem e Progresso” estampada na nossa bandeira.
Estamos calados demais e sofrendo demais. O Brasil está na contramão de avanços civilizatórios duramente conquistados e essa conta – sempre amarga – é suportada por todos nós.
Dizer “basta” não adianta. Precisamos reagir e logo, se ainda quisermos ter um País para chamar de nosso.
O manifesto foi assinado por dezenas de Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), associações empresariais e núcleos comerciais de todas as regiões de Santa Catarina.