Flávio Bolsonaro defende classificar PCC e CV como organizações terroristas e promete endurecer combate ao crime se eleito

Flávio Bolsonaro defende crédito e segurança para o agro durante  participação na Norte Show, em Sinop-MT | Blog do Gustavo Negreiros

Senador e pré-candidato à Presidência reforça proposta de segurança pública em eventos de pré-campanha e critica governo Lula por se opor à medida; Trump já adotou classificação semelhante contra facções de outros países


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em João Pessoa (PB), que, caso seja eleito presidente, vai classificar facções criminosas como organizações terroristas. A medida afeta o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital), e é defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A declaração ocorre em meio à possibilidade do governo dos EUA classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O combate a organizações criminosas estrangeiras é um dos marcos do novo mandato de Trump à frente da Casa Branca e já ocorreu com grupos como o Clan del Golfo e o Tren de Aragua, da Colômbia.

A proposta do senador

Em evento partidário, Flávio afirmou: “Nós da direita temos que taxar, sim, de organização terrorista o Comando Vermelho e o PCC. A gente tem que libertar as pessoas que moram em áreas dominadas não só por essas facções, mas por outras.”

Segundo o senador, esse enquadramento permitiria a adoção de punições mais severas, além de ampliar a cooperação internacional e fortalecer mecanismos legais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do crime. O parlamentar também afirmou que as organizações criminosas atuam de forma transnacional e possuem estrutura sofisticada, com atuação que se aproxima de um “governo paralelo” em diferentes regiões.

A medida concede aos Estados Unidos ferramentas adicionais de atuação, como bloqueio de recursos financeiros, impedimento de entrada de pessoas ligadas a essas organizações e possibilidade de operações militares conjuntas com forças locais.

As críticas ao governo Lula

Flávio criticou a postura do presidente Lula em relação ao tema. “Ele tinha que ter combatido de verdade as organizações criminosas que passaram a ser transnacionais e ele fica com essa mentira de que o Trump vai intervir no Brasil”, disse o senador. “É uma tentativa de implementar o terror no povo brasileiro porque ele é incompetente”, concluiu.

Em discurso na CPAC 2026, nos Estados Unidos, Flávio afirmou que o governo Lula atuou para impedir que as duas maiores facções criminosas do Brasil fossem classificadas como organizações terroristas pelo governo americano. Ele alegou que a gestão atual utilizou “lobby pesado” junto a conselheiros americanos para evitar tal designação, o que configuraria, segundo ele, uma forma de proteção a organizações que oprimem o povo brasileiro, lavam dinheiro e exportam armas e drogas para o mundo.

A posição do governo Lula

O governo do presidente Lula é contrário à classificação por avaliar que a medida pode abrir espaço para interferências na soberania nacional. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chegou a tratar do tema com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

O tom eleitoral

Flávio também defendeu “punição pesada” e um endurecimento das penas, prometendo em tom eleitoral que seu eventual governo vai endurecer contra os criminosos. Juntando os dois assuntos, Flávio mencionou os dados de feminicídio no Brasil para criticar Lula, defendendo penas mais duras para quem comete violência contra mulheres.

A proposta de Flávio atende aos interesses do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conforme a legislação americana, os EUA podem deslocar tropas e intervir militarmente em outros países para combater facções classificadas como terroristas.

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