Exclusivo: 7 provas que incriminam o diretor da ABIN, escolhido por Lula

PF aponta que diretor da Abin, escolhido por Lula, tentou impedir  investigação e perseguiu servidores

A investigação da Polícia Federal sobre a chamada “Abin Paralela” revelou que o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa, teve participação ativa em ações que, segundo o inquérito, visavam obstruir as investigações sobre o uso ilegal da estrutura da inteligência estatal para fins políticos.

Entre os principais pontos levantados pela PF estão:

  • Minimização do escândalo envolvendo o software espião FirstMile, usado clandestinamente para monitoramento ilegal;
  • Proteção a aliados, como o ex-diretor de Operações de Inteligência, Paulo Maurício Fortunato Pinto, apontado como peça-chave na degradação da Abin;
  • Participação em reuniões estratégicas antes mesmo de assumir oficialmente o cargo, com registros de presença por 47 dias entre fevereiro e maio de 2023;
  • Condução de uma reunião considerada crucial para embaraçar a apuração federal;
  • Declarações públicas depreciativas sobre a gravidade do caso, como ao chamar o software de “brinquedo de criança”;
  • Encontro fora da agenda oficial com o deputado Alexandre Ramagem, também indiciado, em momento sensível da investigação;
  • Tentativa de movimentar estações de trabalho de investigados durante operação da PF, o que foi interpretado como tentativa de ocultação de provas.

A PF indiciou Corrêa por obstrução de Justiça, prevaricação e coação no curso do processo, especialmente por práticas de assédio moral e intimidação contra servidores e a ex-corregedora da Abin.

O caso gerou forte reação interna: servidores da Abin aprovaram indicativo de greve e estudam entrar com ação civil pública pedindo o afastamento de Corrêa do cargo.

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