
O governo dos Estados Unidos avalia impor novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal britânico Financial Times, publicadas neste domingo (16/8).
O magistrado brasileiro já havia sido sancionado no ano passado pela Lei Global Magnitsky, sob acusação de violações de direitos humanos. As medidas, no entanto, foram posteriormente suspensas.
Nova acusação: perseguição a fonte jornalística
À época da aplicação da Magnitsky, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou Moraes de promover “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados”, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o Financial Times, agora Washington acusa o magistrado de perseguir Raimundo Cutrim, fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, que deu informações relacionadas ao ministro do STF Flávio Dino.
Moraes na mira da imprensa internacional
O ministro do STF voltou a estar no centro das atenções da imprensa internacional depois dessa perseguição. A Sociedade Interamericana de Imprensa, por exemplo, repudiou a postura de Moraes no dia seguinte à ação, classificando a situação como “grave ameaça ao exercício do jornalismo” que “estabelece um perigoso precedente”.
Moraes já havia ganhado projeção internacional depois de entrar em conflito com o empresário Elon Musk e determinar o bloqueio temporário do X no Brasil.
Relação Brasil-EUA seguem abaladas
A relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos está abalada. No mês passado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impediu a entrada de dois enviados de Trump no país. A justificativa foi o temor de uma possível interferência nas eleições de outubro.
Lula, que busca a reeleição para um quarto mandato, sugeriu que os norte-americanos poderiam agir para favorecer seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).