Flávio critica o STF e promete reduzir ministérios em primeiro ato de campanha

Flávio promete reduzir impostos e defende impeachment no STF

Oficialmente candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou seu primeiro ato de campanha na madrugada deste domingo (16/8), por meio da internet. Em transmissão ao vivo no YouTube, com duração de 20 minutos, ele criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF), além de exaltar o trabalho de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e firmar promessas de campanha, como reduzir a quantidade de ministérios e classificar facções criminosas como grupos terroristas.

Críticas ao governo Lula

Em relação à gestão petista, com a qual aparece em condição de empate técnico nas pesquisas eleitorais mais recentes, Flávio foi enfático ao afirmar que o atual governo federal é composto por gente corrupta e que não se preocupa com o bem-estar dos trabalhadores. “Ou o Brasil vence ou o PT acaba com o Brasil”, disse o presidenciável do PL, que defende reduzir a carga tributária e incentivar o empreendedorismo, na contramão da administração petista.

Crítica a decisão de Alexandre de Moraes

Sobre o STF, o senador se ateve à determinação do ministro Alexandre de Moraes que, na última terça-feira (11/8), expôs a fonte do jornalista Luís Pablo, responsável por reportagens que mostraram o ministro Flávio Dino, também do Supremo, envolvido em suposto uso irregular de carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. “A liberdade de imprensa está sendo ameaçada, por uma decisão inconstitucional e absurda”, reclamou o candidato.

Flávio lembrou ainda que quem vencer a disputa pelo comando do Palácio do Planalto neste ano terá o direito de indicar quatro ministros para a Corte. Segundo ele, suas indicações passarão por dois critérios: ser contra o aborto e rejeitar a legalização das drogas.

Exaltação a Bolsonaro

Durante a live, Flávio também exaltou o trabalho de seu pai, afirmando que o governo de Jair Bolsonaro conseguiu “entregar muito”, mesmo diante da pandemia de Covid-19. O presidenciável lembrou que Bolsonaro está fora da disputa eleitoral deste ano por “perseguição” — tendo sido condenado pelo STF a 27 anos de prisão no processo sobre a suposta trama golpista. “Estou mais do que preparado para essa missão”, disse Flávio, ao lembrar que foi alçado candidato a presidente por Bolsonaro.

Segurança pública e ameaças de morte

Em relação a propostas, Flávio prometeu ser “implacável” na área de segurança pública. Afirmou que, se eleito, classificará o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital e as milícias como grupos terroristas — estratégia que passou a ser adotada desde junho pelo governo dos Estados Unidos, mas que é alvo de críticas por parte de Lula e do PT.

O senador também relatou que, desde que levantou o tom contra o crime organizado, já recebeu 1,8 mil ameaças de morte. “Estou colocando a minha vida em risco”, afirmou.

Redução da máquina pública

A redução da máquina pública foi outro tema da transmissão. Sem citar números, Flávio prometeu “reduzir a quantidade de ministérios”. Bolsonaro encerrou seu mandato com 23 pastas; atualmente, sob Lula, o país tem 38 ministérios.

Apelo por senadores conservadores

Para realizar essas ações, Flávio afirmou não estar sozinho na missão e reforçou a necessidade de os eleitores apoiarem candidatos alinhados com seu programa de governo, destacando sobretudo a importância de cada unidade da Federação eleger dois senadores conservadores.

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