
O Brasil tinha 20.438 candidatos registrados para as eleições de 2026 até as 19h30 deste sábado (15/8). O prazo para registro terminou às 19h, mas o dado final de candidaturas ainda não é conhecido, já que há um atraso nos sistemas da Justiça Eleitoral para computar todas as atualizações.
O cargo com maior número de registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até agora é o de deputado estadual, com 11.046 candidaturas.
13 candidatos à Presidência
Disputando a Presidência da República, há 13 cadastros: os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi Júnior (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Pablo Marçal (PRTB).
Tendência de queda no número de candidaturas
A tendência é que a eleição de 2026 registre menos candidatos do que a eleição de 2022, que teve 29.262 registros. Se confirmada essa queda, será a primeira desde 2006.
Quem enviou a candidatura ainda precisa ter o nome aprovado. O TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) verificam se cada registro cumpre as condições de elegibilidade e não se enquadra em alguma causa de inelegibilidade. Os cadastros podem ser contestados e dar origem a recursos. Pelo calendário eleitoral, todos os registros devem estar julgados até 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno — mas a discussão judicial pode se estender além disso.
O primeiro turno da eleição será em 4 de outubro, e o segundo, se necessário, em 25 de outubro. Os candidatos deste ano disputam os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital (no caso específico de Brasília), além de vices e suplentes.
Motivos da possível queda nas candidaturas
A queda das candidaturas, que deve se confirmar em 2026, pode ser explicada por três fatores:
- Menos partidos: em 2022, o Brasil tinha 32 partidos habilitados a lançar candidatos. Agora, são 30, devido a incorporações e fusões.
- Cláusula de desempenho: a regra criada para reduzir a fragmentação partidária fica mais exigente em 2026. Para manter acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária, partidos e federações precisarão alcançar ao menos 2,5% dos votos válidos para deputado federal, distribuídos em pelo menos 9 estados, com no mínimo 1,5% dos votos válidos em cada uma dessas unidades, ou eleger 13 deputados federais em pelo menos 9 unidades da Federação. A pressão para atingir a cláusula estimula fusões, incorporações e federações entre partidos menores.
- Mais partidos em federações: em 2022 havia três federações partidárias; em 2026, são cinco. Duas novas alianças foram registradas: a União Progressista, formada por União Brasil e PP, e a Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade. Nas eleições proporcionais, os partidos integrantes continuam lançando candidatos com suas próprias siglas e números, mas compartilham uma única lista e um único limite de candidaturas dentro da federação — o que tende a reduzir o número total de candidaturas.
Perfil das candidaturas
Dos 20.438 registros de candidaturas até agora, 65,2% são de homens e 34,8% de mulheres. Os autodeclarados negros são 49,9% (soma de 36,3% de pardos e 13,6% de pretos), enquanto os autodeclarados brancos são 48,6%. Os que dizem ter ensino superior completo são 58,5%.