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Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na manhã desta segunda-feira (10/8), pouco depois das 7h30 no horário local, provocando destruição em diversas cidades do país e deixando um número crescente de mortos e feridos. O epicentro foi registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de 110 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A localidade fica a cerca de 230 km de Bogotá e a aproximadamente 150 km de Medellín e de Cali. Uma réplica de magnitude 5,0 foi registrada cerca de uma hora depois, e o Serviço Geológico da Colômbia já havia contabilizado ao menos 18 réplicas até o início da tarde.

O balanço de vítimas fatais tem subido rapidamente ao longo do dia. Enquanto os primeiros levantamentos indicavam cerca de 20 a 24 mortos, relatos mais recentes de autoridades locais já apontam para mais de 70 vítimas fatais em todo o país, número que segue em atualização. O governador de Risaralda relatou 40 mortes, sendo 18 delas somente na cidade de Pereira. Na região de Valle del Cauca, a governadora Dilian Francisca Toro informou 27 mortos. Em Manizales, duas pessoas morreram e uma das cúpulas da Catedral Basílica Metropolitana sofreu graves danos. Em Cali, ao menos 20 prédios desabaram, com pessoas presas sob os escombros.
O tremor também causou avarias em pelo menos sete aeroportos colombianos, cujas operações permanecem suspensas por motivos de segurança. Hospitais também foram afetados: o hospital de El Águila entrou em colapso, o de Zarzal sofreu danos, e pacientes precisaram ser evacuados em Cartago. O abalo foi sentido em Bogotá, em Cali e em regiões próximas à fronteira com a Venezuela, além de partes do Equador e do Panamá. No Brasil, tremores foram percebidos em Manaus (AM), onde bombeiros fizeram vistorias em edifícios como precaução.
Presidente recém-empossado assume liderança da resposta
O episódio ocorreu no primeiro dia útil do governo de Abelardo de la Espriella, que tomou posse como presidente da Colômbia na sexta-feira (7/8). Nas redes sociais, De la Espriella anunciou que se deslocaria a Bogotá para se juntar a um gabinete de crise e montar um Posto de Comando Unificado para coordenar as ações emergenciais. “Dirijo-me a Bogotá para concentrar-me na atenção à emergência que enfrenta o nosso país. Aos colombianos que hoje atravessam momentos difíceis quero dizer-lhes: não estão sós. Têm um presidente que fará tudo o necessário para protegê-los, acompanhá-los e levar para a frente, juntos, as regiões afetadas”, escreveu o mandatário. Ele afirmou ainda ter assumido diretamente a liderança do atendimento à emergência em San José del Palmar.
O governo colombiano declarou emergência nacional horas após a tragédia. O sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos informou não haver risco de tsunami associado ao terremoto. Segundo autoridades locais, os dados de mortos, feridos e edifícios afetados ainda são preliminares e devem ser atualizados nas próximas horas, à medida que avançam as buscas por sobreviventes sob os escombros.
Solidariedade internacional
A ONU manifestou, por meio de sua representação na Colômbia, solidariedade à população atingida, classificando o episódio como o abalo mais forte registrado no país na última década. O organismo internacional afirmou acompanhar de perto a situação e reforçar o apoio às autoridades locais e à Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres do país.