
A percepção negativa sobre a economia brasileira aparece como um dos principais fatores de resistência eleitoral ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (10/8).
Para 52% dos entrevistados, a economia do país está “ruim/péssima”, enquanto 46% dizem que a situação é “um pouco pior/muito pior” do que no governo anterior, encerrado em dezembro de 2022. Nesse segundo grupo, 64% afirmam que votariam em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República no primeiro turno.

Piora em relação à semana anterior
A avaliação da economia nacional se deteriorou na comparação mais recente. Em 3 de agosto, 47% classificavam o cenário como “ruim/péssimo”. Uma semana depois, o índice subiu para 52%. Já a parcela que considerava a economia “ótima/boa” caiu de 21% para 17% no mesmo período.
Situação financeira pessoal é vista de forma menos negativa
A avaliação da situação financeira pessoal é menos negativa do que a percepção sobre a economia nacional. Em agosto, 47% disseram que sua condição financeira está “regular”, enquanto 32% a classificaram como “ótima/boa”. Apenas 20% consideraram a própria situação “ruim/péssima”.
Comparação com o governo anterior reflete no voto
Quando os entrevistados foram questionados sobre o governo anterior, 46% disseram que a situação econômica atual está “um pouco pior/muito pior” do que a registrada no fim de 2022. Outros 39% consideram que está “muito melhor/um pouco melhor”, enquanto 12% avaliam que está igual.
Entre os que consideram a economia atual melhor que a do governo anterior, 77% declaram voto em Lula, contra apenas 7% em Flávio Bolsonaro. Entre os que veem piora, o quadro se inverte: 64% optam pelo candidato do PL e apenas 9% pelo petista.
A mesma relação aparece na avaliação das finanças pessoais, embora de forma menos intensa. Entre os que dizem estar financeiramente melhor, 70% votariam em Lula e 13% em Flávio. No grupo que considera a própria situação pior, 64% escolhem Flávio, contra 9% de Lula.
Os dados sugerem que a avaliação econômica, mais do que a percepção sobre as próprias finanças, acompanha a divisão do eleitorado entre Lula e seus adversários. A economia nacional é vista de maneira mais negativa do que a situação financeira individual pelos entrevistados.
Ficha técnica
O levantamento, realizado entre 7 e 9 de agosto, ouviu 2.001 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.